quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

anna (go to him)

the beatles

Composição: Alexander

Anna
You come and ask me, girl
To set you free, girl
You say he loves you more than me
So I will set you free
Go with him (anna)
Go with him (anna)

Anna
Girl, before you go now
I want you to know now
That I still love you so
But if he loves you more
Go with him

All of my life
I’ve been searchin’ for a girl
To love me like I love you
Oh, now... but every girl I’ve ever had
Breaks my heart and leaves me sad
What am I, what am I supposed to do?

Anna
Just one more thing, girl
You give back your ring to me
And I will set you free
Go with him

All of my life
I’ve been searchin’ for a girl
To love me like I love you
But let me tell you now... but every girl I’ve ever had
Breaks my heart and leaves me sad
What am I, what am I supposed to do?

Anna
Just one more thing, girl
You give back your ring to me
And I will set you free
Go with him (anna)
Go with him (anna)
You can go with him, girl (anna)
Go with him

TRADUÇÃO

Anna Venha me pedir, garota para eu te libertar, garota Você diz que ele te ama mais do que eu Então irei te libertar Vá com ele (Anna) Vá com ele.(Anna) Anna Garota, antes de você partir agora Eu quero que você saiba, agora Que eu ainda te amo mas se ele a ama mais do que eu Vá com ele Em toda minha vida Eu venho procurando por uma garota Que irá me amar como eu te amo Ooh, agora Mas toda garota que já tive, quebra meu coração e me deixa triste o que , o que eu devo fazer Oh, oh, oh, oh, oh, oh, Anna Somente mais uma coisa , garota Devolva seu anel para mim e eu te libertarei Vá com ele Em toda minha vida Eu venho procurando por uma garota Que irá me amar como eu te amo Ooh, agora Mas todas garotas que eu já tive, quebram meu coração e me deixa triste o que , o que eu devo fazer Oh, oh, oh, oh, oh, oh Anna Somente mais uma coisa , garota Devolva seu anel para mim e eu te libertarei Vá com ele (Anna) Vá com ele (Anna) Você pode ir com ele garota (Anna) vá com ele (Anna)

Professores que alfabetizam em SP seriam reprovados

Cerca de 40% dos professores responsáveis pela alfabetização dos estudantes tiveram na nota abaixo de cinco no teste realizado pela secretaria estadual da educação de São Paulo --ou seja, seriam reprovados. A alfabetização é uma das questões mais graves da educação no país, cuja deficiência explica boa parte da crise do ensino já que o estudante tem dificuldades de ler e escrever.

Obtive esses dados a partir da tabulação das notas dos 48 mil professores temporários da primeira e quarta série (o período de alfabetização). Entre os que seriam reprovados, 2019 tiraram zero ou ficaram muito próximos dessa nota. Apenas 103 (0,2%), daquele total, ficaram com a nota máxima.

De acordo com o documento ao qual tive acesso, 15.800 professores ficaram pouco acima da média, entre a nota cinco e seis, o que significa 32% da amostra. Ou seja, 72% dos professores da primeira e quarta série estão abaixo do regular.

Essas informações detalham notícia divulgada domingo neste espaço, mostrando que do total dos que fizeram a prova (214 mil), 3000 tirar zero e cerca da metade ficou abaixo da média.

O sindicato dos professores conseguiu barrar, na Justiça, a determinação da secretaria da Educação de que as notas servissem como critério para os temporários escolhessem aula na rede pública.


Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

I N U S I T A D O & ecológico

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

AS 10 PALAVRAS MAIS LONGAS DA LÍNGUA PORTUGUESA 

10º. Inconstitucionalissimamente (27 letras)
Sinônimo de anticonstitucionalissimamente

9º. Oftalmotorrinolaringologista (28 letras)
Profissional especializado nas doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta

8º. Anticonstitucionalissimamente (29 letras)
Maior advérbio da língua portuguesa, significa o mais alto grau de inconstitucionalidade

7º. Monosialotetraesosilgangliosideo (32 letras)
Substância presente em medicamentos como o sinaxial e o sygen

6º. Hipopotomonstrosesquipedaliofobia (33 letras)
Doença psicológica que se caracteriza pelo medo irracional (ou fobia) de pronunciar palavras grandes ou complicadas

5º. Dimetilaminofenildimetilpirazolona (34 letras)
Substância ativa em vários comprimidos para dor de cabeça

4º. Tetrabrometacresolsulfonoftaleína (35 letras)
Termo específico da área de química

3º. Piperidinoetoxicarbometoxibenzofenona (37 letras)
Substância presente em medicamentos como o Baralgin

2º. Paraclorobenzilpirrolidinonetilbenzimidazol (43 letras)
Substância presente em medicamentos como o Ultraproct

1º. Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico (46 letras)
Relativo a uma doença pulmonar aguda causada pela aspiração de cinzas vulcânicas

fonte: http://jacarenaocomealpiste.blogspot.com/2008/10/10-palavras-dificeis-de-ler.html

Texto sobre gostosas do Big Brother é o mais lido

Por Gláucia Milicio - Revista CONJUR


 

A piada judicial que se transformou o despacho do juiz Claudio Ferreira Rodrigues, da Vara Cível de Campos dos Goytacazes (RJ), foi o texto mais lido da revista Consultor Jurídico. Desde que foi publicado no dia 1º de fevereiro, o texto teve 4 mil acessos. A medição é feita pelo Google Analycts. Na ação, o consumidor reclamou da TV com defeito comprada nas Casas Bahia e, no seu despacho, o juiz indagou como ele iria ver as gostosas do Big Brother, o time de futebol e quiçá o Jornal Nacional.

 

O texto mais relevante da semana, contudo, não registrou visitas significativas. Na quinta-feira (5/2), o Supremo Tribunal Federal decidiu que um condenado só poderá ser preso com o processo transitado em julgado. Por sete votos a quatro, os ministros entenderam que a execução provisória da prisão não pode ser feita enquanto houver recursos pendentes. A decisão foi embasada no inciso LVII do artigo 5º da Carta Magna, que estabelece o princípio da presunção de inocência.

 

Ainda em um período de sete dias, a ConJur recebeu 269 mil acessos, 30 mil a menos se comparado com as visitas da semana passada. A cobertura do Geo Map, ferramenta do Google, também apontou visitas de 12 países. Dentre eles, Angola, Argentina, Candá, Espanha e Portugal.

 

O dia 3 de fevereiro, terça-feira, foi o mais acessado. A revista recebeu 35 mil visitas. Neste dia, foram destaques dentre outros os textos:

  • Direito da defesa
    Súmula Vinculante garante acesso aos autos de inquérito
  • Acordo legal
    Presidente do Supremo defende ampliação da conciliação
  • Cezar Peluso
    "No Brasil, há grande desprezo pela legalidade"
  • Gestão de processos
    Carga de trabalho dos ministros do STF e do STJ está diminuindo

O justo e o legal

Em segundo lugar no ranking de notícias, com 3,7 mil acessos, ficou a entrevista do ministro Cezar Peluso, concedida ao correspondente Rodrigo Haidar. Dentre vários temas, Peluso reforça que por mais nobre que seja o objetivo não se pode atropelar a lei. De acordo com ele, muitas decisões do Supremo Tribunal Federal são contestadas. “O motivo é o fato de a corte analisar as causas sob o ponto de vista de que os fins não justificam os meios”, explicou na ocasião.

 

Direito da defesa

Também chamou atenção dos leitores a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a nova Súmula Vinculante, a de número 14. O mecanismo garante aos advogados acesso a inquérito policial, mesmo em andamento. O texto teve 3,5 mil acessos.

Na prática, a súmula privilegia direitos de acusados em processos criminais. A votação no STF foi por oito votos a dois. A proposta foi feita pela OAB nacional. O enunciado aprovado, que começa a vigorar assim que for publicado no Diário Oficial, é o seguinte: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo e irrestrito aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório, realizado por órgão de competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”.

Advogados são contra regra para 

serem recebidos

DÉBORA PINHO é editora da revista Consultor Jurídico e colunista da revista Exame PME.
RODRIGO HAIDAR é correspondente em Brasília da revista Consultor Jurídico.

Depois de o Supremo Tribunal Federal decidir que os advogados podem ter acesso aos autos, será uma contradição se resolver agora que eles não podem ter acesso aos juízes. Essa é a opinião do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, diante da notícia de que o STF estuda criar uma regra que pode dificultar as audiências de advogados com os ministros.

 

A revista Consultor Jurídico noticiou neste domingo (8/2) que sete dos 11 ministros do Supremo já subscreveram uma proposta de emenda ao Regimento Interno da Casa com o seguinte teor: “Nenhum ministro é obrigado a receber parte ou advogado, senão na presença do advogado da parte contrária, ou, quando seja o caso, do representante do Ministério Público”.

 

O presidente da OAB disse à ConJur que não acredita que a regra será efetivamente aprovada. “Tenho certeza que essa alteração não será efetuada,  até porque o STF, quando julgou a ADI contra o Estatuto da Advocacia, reconheceu expressamente que os advogados têm direito de conversar com os magistrados. Na verdade, é o mesmo que dizer que o Estado não pode fechar as portas para a defesa”.

 

Para o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a regra pode dificultar muito o trabalho de advogados, sobretudo dos que militam na área criminal. “O problema não é nem estar com a parte contrária presente na audiência. Mas quando é que eu terei à disposição o procurador-geral da República para que eu possa despachar um memorial?”, questiona.

 

Kakay lembrou que advoga junto ao Supremo desde 1981 e que costumava entregar memoriais aos ministros e despachar sem que fosse preciso sequer marcar audiência. “Os tempos são outros, o número de processos tornou a carga de trabalho dos ministros desumana, mas por isso mesmo a audiência com o advogado ganhou maior importância”, defende. “Não vejo motivos para colocar dificuldades nesse contato que deve ser o mais urbano possível.” Kakay ressalta que a audiência entre dois advogados de estados diferentes, então, pode ficar inviável.

 

A opinião de advogados que costumam despachar no Supremo, contudo, não é unânime. Há quem veja a regra com bons olhos. É o caso da advogada constitucionalista Damares Medina. “Creio que a preocupação maior do STF com essa iniciativa não é obstaculizar o acesso do advogado, mas, sim, garantir a igualdade das partes e o equilíbrio processual recebendo igualmente todas as partes do processo”, diz ela.

 

De acordo com a advogada, “o acesso da parte, por intermédio de seu representante, ao juiz é uma questão de extrema importância. Contudo, a questão central a ser debatida é o equilíbrio que deve permear todo o processo, desde os atos formais de resposta ou intimação, até a entrega de memoriais e as audiências com o magistrado”.

 

Damares recorre ao Direito Comparado e cita o exemplo da Suprema Corte dos Estados Unidos para afirmar que a ideia dos ministros não é absurda. “Na Suprema Corte dos EUA, o advogado de uma das partes jamais tem acesso ao ministro sem a presença do advogado da parte oposta. O princípio da igualdade de armas, da igualdade entre as partes orienta esse rigoroso critério”, diz.

 

De fato, são conhecidos alguns casos de advogados americanos que vieram acompanhar advogados brasileiros em audiências com ministros do STF e se espantaram com o fato de a parte contrária não estar presente. Esse argumento é usado por alguns ministros que defendem a proposta.

 

Mas a maior parte das opiniões ainda é no sentido de que, se aprovada, a regra dificultará as audiências. Para o advogado Marcelo Turbay, “será praticamente decretado o fim dos despachos com ministros”. Sócio do escritório Donati Barbosa, Campos Costa e Turbay Freiria, que atua na área criminal, Turbay considera que será “extremamente difícil operacionalizar a prática”. O advogado cita o exemplo do Habeas Corpus, no qual o Ministério Público sempre se manifesta antes do julgamento de mérito, para mostrar que já há paridade de armas na disputa.

 

A advogada Fernanda Mendonça dos Santos Figueiredo considera que se alguns ministros levarem a regra à risca, a parte a quem não interessa a audiência poderá criar obstáculos. “Se a audiência não interessa para meu adversário, ele pode acabar com a minha possibilidade de fazer esclarecimentos ao ministro”, afirma.

 

Segundo a advogada, a regra ainda pode dificultar uma estratégia processual e premiar quem fica inerte na defesa do cliente. “Como a parte adversária será avisada da audiência, pode começar a se mexer apenas porque foi provocado pela outra parte.”

 

Como os ministros recebem advogados

 

Apenas quatro ministros do Supremo Tribunal Federal recebem bem os advogados. É o que os próprios profissionais disseram quando consultados pela revista Consultor Jurídico para a produção do Anuário da Justiça 2009, que será lançado em março. No levantamento, advogados que responderam alguns quesitos sobre os ministros não pouparam elogios para Carlos Britto, Celso de Mello, Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski.

 

O ministro Joaquim Barbosa é o único que recebe mal advogados, de acordo com o levantamento. Cármen Lúcia, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Eros Grau, Gilmar Mendes e Menezes Direito ganharam avaliação regular.

 

Para os advogados, Celso de Mello e Marco Aurélio são os ministros que melhor conseguem reservar um horário para ouvi-los sobre os processos. Ouvem com atenção tanto no gabinete quanto nos intervalos das sessões, no Salão Branco do Supremo.

 

Carlos Britto também é considerado acessível. Pode até discordar, com elegância, mas se mostra interessado nos assuntos levados pela advocacia. Com Ricardo Lewandowski, não é difícil marcar um horário. Mesmo quando tem pouco espaço na agenda, arruma tempo para recebê-los — ainda que de forma rápida entre as sessões do Supremo e as do Tribunal Superior Eleitoral, onde atua como ministro substituto.

 

Os advogados consideram que é difícil marcar um horário com Eros Grau. Geralmente, conseguem marcar uma data distante e ficam com receio de que o recurso seja julgado nesse intervalo. Eles também reclamam da agenda apertada do ministro Peluso, Ellen Gracie e Menezes Direito. Segundo os advogados, Peluso interage pouco, mas se mostra atento e não os apressa. Ellen Gracie, quando os recebe, é atenciosa e formal. Menezes Direito é cordial, nas audiências, que precisam ser marcadas com bastante antecedência.

 

Sobre a ministra Cármen Lúcia, os advogados reclamam de ter de solicitar as audiências por e-mail e consideram que é grande a demora para conseguir um espaço na agenda. Alguns disseram que não conseguiram marcar uma audiência, mas quando ela os recebe costuma ser simpática e franca. A reclamação em relação ao presidente do STF, Gilmar Mendes, é a falta de tempo pelo próprio posto que ocupa. Mas quando os recebe demonstra conhecimento do tema e adota uma postura de distância.

 

Para o ministro Joaquim Barbosa, não sobra nenhum elogio. Ele é considerado um ministro que praticamente não recebe advogados. Quando recebe algum, depois de muita insistência, costuma ser indiferente.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

we will rock you water boys

Muito legal para ver o ciclo da água!! não deixe de ver e divirta-se!!

Juiz recebe denúncia contra presidente da OAB

Miguel Cançado e Eládio Mesquita vão responder por prevaricação, por permitir inscrições ao exame de ordem fora do prazo do edital
Waldineia Ladislau

Depois de tanto otimismo e certeza de que a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) por prevaricação contra o presidente da Seccional goiana da Ordem dos Advogados, Miguel Cançado, e o ex-presidente da Comissão de Exame de Ordem, Eládio Augusto Amorim Mesquita, por permitirem inscrições ao exame da OAB fora do prazo não seria recebida pela Justiça Federal, a abertura da ação penal deixou acusados e advogados perplexos.

O juiz federal Leão Alves, titular da 11ª Vara em Goiânia, entendeu que, embora os dois acusados não sejam funcionários públicos, para fins penais, o que importa é a natureza pública ou não da atividade desempenhada pela entidade, no caso, a OAB. Além do mais, o juiz entendeu que a acusação do procurador da República Hélio Têlho Corrêa Filho não tem base unicamente nas provas obtidas com escuta telefônica, o que a lei proíbe em se tratando de crimes menores. Mas as provas seriam, preponderantemente, testemunhais.

Transação 

A Lei 9.009/95, que disciplina a forma como ocorrerá o processo em crimes de menor potencial ofensivo, tem como tônica a simplicidade, informalidade e celeridade da ação e dá muito espaço à possibilidade de conciliação e da transação penal. O curioso é que a lei fala que a possibilidade de transação penal (quando o processo é suspenso diante da imposição de restrições ao denunciado e, depois de um período, ele é extinto) é oferecida ao denunciado antes de o juiz receber ou não a denúncia. Isto quer dizer que, se o denunciado aceita a transação, acaba tudo e o juiz nem vai dizer se daria prosseguimento ou não ao pedido do Ministério Público. Quando o denunciado não aceita a transação é que o juiz se manifesta.

Ontem à tarde, foi dada aos dois denunciados a chance de aceitar a transação penal. Na audiência o juiz chegou a insistir, lembrando que a aceitação não significa, legalmente, que os denunciados estejam confessando culpa. Ela apenas põe fim de forma mais rápida à questão.

Mesmo a lei dizendo que a aceitação da transação não significa confissão de culpa, na realidade é desta forma que todo mundo interpreta a norma, tanto que os dois, por entenderem que não cometeram prevaricação, preferiram arriscar.

Após o recebimento da denúncia foram ouvidas seis das nove testemunhas arroladas pelo procurador da República Hélio Têlho. Duas não foram intimadas e Maria do Rosário, ex-secretária da Comissão de Exame de Ordem, não compareceu. Próxima audiência ficou para 7 de maio, às 14 horas, quando serão ouvidas as testemunhas de defesa.
 
Investigação de fraude em exame

Denúncias de irregularidades no exame para obter a carteira de advogado em Goiás deram início a investigações da Polícia Federal (PF) em 2006, que obteve autorização judicial para colocar escuta em várias linhas de telefones fixos e celulares de membros da Comissão de Exame de Ordem e servidores da OAB-GO.

Em 2007, com base em informações obtidas pelas escutas e outras denúncias, a PF, numa operação chamada Passando a Limpo, pediu e conseguiu na Justiça Federal a prisão temporária de várias pessoas, entre elas, até de conselheiro da ceccional e do então presidente da comissão, o advogado Eládio Mesquita.

Falou-se em venda de gabatiros e outras formas de fraude, mas até hoje não existe denúncia do Ministério Público Federal (MPF) sobre estas investigações da Polícia. O que restou comprovado até o momento, segundo o procurador da República Hélio Têlho Corrêa Filho, é com respeito ao descumprimento do edital do exame da Ordem, para beneficiar algumas pessoas que perderam o prazo legal de inscrição.

A pena para o crime de prevaricação - que é típico de funcionário público - pois representa agir de forma contrária ao que deveria por ofício, por interesse pessoal, é de três meses a um ano de detenção
 
Fonte: www.opopular. com.br    07.02.2009

PARA VOCÊ QUE NÃO GOSTA DE GÍRIAS, FALE DIFÍCIL!!!

UMA HOMENAGEM AOS AMIGOS JOSÉ DIÓGENES E VICENTE MARTINS

 1 - Prosopopéia flácida para acalentar bovinos.

(Conversa mole pra boi dormir);

 2 - Colóquio sonolento para bovino repousar.

 (História pra boi dormir);

 3 - Romper a face.

 (Quebrar a cara);

 4- Creditar o primata.

(Pagar o mico);

 5 - Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma das unidades de proteção solar do acampamento..

 (Chutar o pau da barraca);

 6 - Deglutir o batráquio.

 (Engolir o sapo);

 7 - Derrubar com intenções mortais.

(Cair matando);

 9 -Aplicar a contravenção do João, deficiente físico de um dos membros superiores.

(Dar uma de João sem braço);

 10 -Sequer considerando a utilização de um longo pedaço de madeira.

 (Nem a pau);

 11 - Sequer considerando a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais.

 (Nem que a vaca tussa);

 12 - Derramar água pelo chão, através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente com a extremidade do membro inferior.

  (Chutar o balde);

 13- Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica.

  (Tirar o cavalinho da chuva);

 Essa última foi tirada do mais culto livro de palavras clássicas da língua portuguesa:

 14 - A bucéfalo de oferendas não perquiris formação ortodôntica!

  (A cavalo dado não se olham os dentes!).

PROGRAMA SABER DIREITO - DANO MORAL - JUSTIÇA DO TRABALHO

sábado, 7 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O APOCALYPSO está próximo!!


Minha gente, não, I N A C R E D I T Á V E L !! A banda calypso, aquela do ximbinha e da joelma, simplesmente foi indicada parao NOBEL DA PAZ!!! Gente...o que é que eu posso pensar? sei lá!! tou é passada na maionese com isso. Se quiserem ler a notinha que vi no blog do Nonato, cliquem em cima da imagem. E para aqueles que estão curiosos ou pasmos, olhem diretamente no site http://odia.terra.com.br/cultura/htm/calypso_no_nobel_227652.asp e confirmem a referida informação! 
A FEIRA DE ADOÇÃO DE ANIMAIS, promovida pela UPAC acontecerá amanhã, sábado (dia07/02), entre 9h e 12h na Avenida 13 de Maio na pracinha da igreja do bairro de Fátima em Fortaleza. COLABORE COM O QUE ESTIVER AO SEU ALCANCE! Toda ajuda é aceita. Entre em contato com os organizadores através dos telefones (85) 8845.6739 - falar com Mariana ou (85) 9118.0906 - falar com Khris. 

BALANÇO STF em 2008 - Min.Gilmar Mendes

"Ao final da sessão plenária do dia 19.12.2008, o Min. Gilmar Mendes, Presidente, apresentou resumo do relatório de gestão da Presidência referente ao período de 1º.1.2008 a 15.12.2008 nos seguintes termos:

Srs. Ministros,

No curso de 2008, o Supremo Tribunal Federal recebeu 99.218 casos novos, 16,8% a menos que o ano anterior.

No entanto, em virtude, principalmente, do regime da repercussão geral e das novas competências da Presidência, apenas 65.880 processos foram distribuídos, o que representa uma redução de 41,7% em relação ao ano de 2007.

Com efeito, neste ano, 21.057 recursos extraordinários e agravos de instrumento tiveram seguimento negado antes de sua autuação. Além disso, apenas 11% destas decisões foram atacadas por meio de Agravo Regimental, menos do que a atual taxa de recorribilidade interna de 15,05%.

O exercício desta competência pela Presidência, prática que se iniciou na gestão da eminente Ministra Ellen Gracie e que se ampliou, por emenda regimental, em maio deste ano, permitiu que a média de casos novos distribuídos por Ministro fosse reduzida de 904 processos por mês em 2007, para 547 processos por mês em 2008.

É importante registrar que o número de processos em tramitação caiu de 129.206 em 2007 para 109.204 em 2008, o que representa redução de 15,5% no estoque da Corte.

No total, foram emitidas 123.641 decisões em 2008, tanto monocráticas como colegiadas, sendo que 100.970 consistiram em decisões finais. Alterações no Regimento Interno permitiram a transcrição de áudio dos 17.994 acórdãos prolatados e maior agilidade na sua publicação. Ao todo, foram publicados 18.385 acórdãos este ano.

Em 2008, o Plenário julgou 4.789 processos, em 32 sessões ordinárias e 49 sessões extraordinárias.

Os institutos inaugurados pela Emenda Constitucional n° 45/2004 também foram amplamente desenvolvidos. Neste ano, foram editadas 10 novas Súmulas Vinculantes, instrumento que tem sido combinado, com grande efetividade, com o novo regime de julgamento dos recursos extraordinários: a Repercussão Geral.

É importante destacar a criação de novo procedimento para edição de Súmulas Vinculantes, que permite a apreciação da Comissão de Jurisprudência e a participação da comunidade jurídica, sem prejuízo da celeridade processual.

Ao lado da Proposta de Súmula Vinculante, este Tribunal criou ainda outra classe processual: ADO (Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão)


Esta Corte assentou, ainda, a existência de Repercussão Geral em 115 temas constitucionais, afastando sua configuração em outros 32 casos. O Plenário já julgou o mérito em 27 casos e iniciou o julgamento de outros 5.

Cada um dos casos que teve repercussão geral examinada reflete uma multiplicidade de processos em tramitação em todo o Poder Judiciário. Os tribunais têm encaminhado, por meio do canal da repercussão geral, na internet, o volume de processos vinculados a cada um dos assuntos que tiveram a relevância já reconhecida e que aguardam o pronunciamento do mérito, para que se priorizem os julgamentos de maior impacto.

Além disso, o desenvolvimento da repercussão geral foi realizado por meio do estreitamento da relação com os Tribunais de origem, com gestão in loco junto a 24 Tribunais para controlar a remessa de casos repetitivos e com a criação do canal da repercussão geral, além da divulgação do Plenário virtual para todo o público.

Foram iniciadas conversas com a OAB e a AGU, para a melhoria dos processos de comunicação sobre os novos procedimentos relacionados à implantação da repercussão geral, que grande impacto também tiveram sobre a atuação dos advogados e da comunidade jurídica em geral.

Quanto aos temas constitucionais já julgados, dentro do regime da repercussão geral, os tribunais têm feito uso dos instrumentos da retratação e da declaração de prejuízo sobre os processos que ficaram sobrestados, o que significa que já estamos vivendo com muito sucesso a segunda etapa deste processo de racionalização da atividade jurisdicional no controle difuso de constitucionalidade.

Ademais, diversos casos expressivos foram apreciados pelo Plenário, como:

- A Lei de Imprensa,
- A Lei de Biossegurança – sobre pesquisas com células tronco,
- A vinculação do adicional de insalubridade ao salário mínimo,
- O cabimento de ADI em face de medidas provisórias sobre créditos extraordinários,
- Inconstitucionalidade do Nepotismo;
- Demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol;
- O recebimento de denúncia contra Ministro do STJ;
- Limitação do uso de algemas;
- Proibição de antecipação de tutela em face da Fazenda Pública;
- Suspensão de processos sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo da COFINS;
- Prisão Civil por dívida e aplicação de tratados internacionais no Brasil;
- Inelegibilidade de candidatos antes do trânsito em julgado condenatório;
- Perda do mandato por infidelidade partidária; e
- Piso salarial nacional dos professores.

Destaque-se ainda, avanços na área administrativa do Tribunal, com a criação da Central do Cidadão, que recebeu 16.415 comunicações este ano, e da Central do Servidor para atender diretamente o servidor em suas demandas no recursos humanos e em outras áreas.

Ademais, foram restabelecidas bolsas de estudos para os servidores, em nível de especialização, e concedidas bolsas para estudo de idiomas, beneficiando mais de 40 servidores.

Também foram instituídos diversos programas de treinamento e desenvolvimento para mais de 700 servidores e 130 terceirizados. A meta de treinamento prevista para 2008, de 40 horas/aula/ano por servidor foi ultrapassada, pois cumpridas 56 horas/aula por servidor neste ano.

Nesse campo, devem-se destacar (a) o Programa de Desenvolvimento Gerencial, com 100 hs/aula, que beneficiou 133 servidores ocupantes de funções gerenciais na Corte; (b) o curso “Atendendo com excelência”, ministrado com a finalidade de melhorar o nível de atendimento ao público interno e externo, com a participação de instrutores voluntários do quadro de pessoal do Tribunal; e (c) os cursos de reciclagem para os Agentes de Segurança, voltados para o aprimoramento de suas atribuições.

Atento a sua responsabilidade social, o STF inaugurou programas de estágio para estudantes carentes de nível médio da rede pública de ensino do Distrito Federal, selecionados com base em critérios de rendimento escolar, e de ressocialização de sentenciados, destinado a promover a inclusão social de sentenciados do regime semi-aberto e do sistema prisional do Distrito Federal. Tais programas beneficiarão 60 estudantes e 40 sentenciados/ano, respectivamente.

Ainda nesse campo, podemos citar a implementação de ações dirigidas às pessoas portadoras de deficiência física, a partir da criação de Grupo de Trabalho específico no âmbito da Corte e a assinatura de Acordo de Cooperação Técnica com o Senado Federal para o desenvolvimento de programas conjuntos, além da criação do Comitê do Programa de Qualidade de Vida.

No que se refere à Tecnologia da Informação, muitas ações foram implementadas, dentre as quais podemos destacar:

1. Modernização do parque computacional;
2. Disponibilização de rede sem fio com acesso à Internet para usuários internos e externos;
3. Desenvolvimento e implantação dos seguintes sistemas:

a. Férias on-line
b. SRH em Vídeo
c. Sistema de Controle de Capacitação de Servidores
d. GPOST- Sistema de Gestão de Postagem
e. STF – Cidadão
f. Sistema de Controle de Contatos
g. Agenda dos Ministros
h. e-STF - Repercussão Geral
i. Sistema de Acervo bibliográfico de Gabinete
j. Disponibilização de webservices para envio e protocolização de processos eletrônicos, acompanhamento processual e comunicação com órgãos da Administração Pública (Intimação Eletrônica, Peticionamento, envio e recebimento de manifestações da PGR);

4. Implantação da Tabela de Assuntos, andamentos e classes processuais;
5. Desenvolvimento e implantação dos seguintes serviços no Portal do STF:

k. Nova versão do Portal
l. Serviço da Central do Cidadão
m. Disponibilização do Plenário Virtual da Repercussão Geral
n. Serviço de Repercussão Geral restrito no Portal da Corte
o. Organograma, links jurídicos e glossário no Portal do Tribunal
p. Desenvolvimento do DJ Eletrônico com publicação automática
q. Publicação do relatório e pesquisa na Tabela de Assuntos
r. Cadastro de jurisprudência do MERCOSUL e da Comissão de Veneza (CODICES)
s. Disponibilização dos serviços de audiências públicas de Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental - ADPF 54 e 101; Omissão Inconstitucional e Sobrestamento de Processos
t. Lançamentos dos HotSites : Encontro Nacional do Judiciário, Metas do STF e 6º Encontro de Cortes Supremas

Relativamente à TV Justiça e Rádio Justiça, importantes avanços foram consolidados. A redução substancial de custos (mais de quatro milhões de reais) foi acompanhada de novas instalações e reformulação da programação.
Investindo em sua vocação de difundir o conhecimento do Direito, a TV Justiça passou a exibir faixa diária dedicada ao ensino jurídico em todos os níveis. Das 7 da manhã ao meio-dia e reprises em outros horários, nossos telespectadores podem assistir aulas com os melhores professores do país.

Já a Rádio Justiça foi redirecionada para sua missão institucional, aumentando de duas para quase 23 horas a transmissão diária de notícias e informações sobre Direito, Justiça e cidadania.

Para o próximo ano, a Rádio e TV Justiça continuarão investindo na qualidade da programação e também em serviços de apoio aos cidadãos, com destaque para a integração com a Central do Cidadão do Supremo e com todas as ouvidorias dos órgãos de Justiça do país.

Quanto às ações penais originárias, que aqui tramitam em razão das prerrogativas de função, o Tribunal está estruturando núcleo voltado ao processamento da instrução destas ações, inclusive para digitalização de todos os processos e acompanhamento adequado das cartas de ordem e do cumprimento das condições, nos casos de suspensão condicional do processo.

Por fim, este ano foi dada continuidade a importantes projetos desta Corte, como a transparência mais acentuada à imprensa e ao cidadão, a unificação de tabelas processuais, especialmente a tabela de assuntos, e o aprofundamento as relações do Supremo Tribunal Federal no âmbito internacional, tendo o Tribunal sido representado em 12 eventos bilaterais e mais 12 eventos multilaterais, inclusive sediando o VI Encontro de Cortes do MERCOSUL e sendo o primeiro observador a se manifestar na Conferência de Cortes Constitucionais Européias.

Importante consignar a tradução para inglês e espanhol do resumo dos principais casos decididos para compor o banco de dados da Comissão de Veneza, do GLIN e do MERCOSUL, além de divulgação no próprio portal do STF.

No que tange à divulgação da jurisprudência e história da Corte, ressalto as novas publicações, em especial “o STF e a Constituição”, a exposição itinerante que percorre Tribunais em todas as regiões do País e a exposição “o Supremo e o Cidadão”, que marca a trajetória da Justiça Brasileira.

No próximo ano, será instalada nova exposição destacando o STF nos períodos de instabilidade institucional para lembrar não só os Ministros cassados pelo AI-5, mas outros momentos conturbados da República em que muita pressão foi exercida sobre este Pretório.

Para melhor conforto, comodidade e segurança dos serviços administrativos da Corte, dentre as muitas ações implementadas, cabe destacar as seguintes obras e serviços de engenharia no complexo predial:

      Edifício Sede:
· Impermeabilização da laje, ampliação e melhoria do sistema de ar condicionado do arquivo, contratação da reforma das instalações hidro-sanitárias e modernização do sistema de captação de áudio e vídeo do plenário.

      Edifício Anexo I:
· Conclusão da obra de reforma do prédio e reinstalação das unidades administrativas alocadas provisoriamente no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte – SAAN, aquisição e início da instalação da subestação de energia elétrica da CEB.

      Edifício Anexo II:
· Reforma de cinco gabinetes de ministros, início dos trabalhos de revisão do sistema de ar condicionado, dos elevadores, de geração de energia e do no-break, bem como da reforma dos sanitários coletivos da cobertura.

      SAAN:
· Reforma e adequação do almoxarifado, da marcenaria e do depósito dos bens patrimoniais.

A Corte realizou concurso público para provimento de cargos de Analista e Técnico Judiciário, em diversas especialidades, tendo sido nomeados e empossados 164 servidores a partir do mês de setembro. O incremento de pessoal decorrente do referido certame acrescentará talentos à força de trabalho das diversas áreas de atividades do Tribunal.

Por tudo isto, senhores Ministros, creio que este Tribunal pode avançar ainda mais no ano de 2009, apreciando mais questões constitucionais e menos recursos repetitivos, de forma a proporcionar ao jurisdicionado uma prestação jurisdicional ainda mais célere e de qualidade.

Feliz Natal, bom descanso e um excelente ano novo a todos".

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Pedida a renúncia do papa 
Direto do blog do NONATO ALBUQUERQUE

A chanceler alemã Angela Merkel se uniu nesta terça às pressões dos bispos e da comunidade judia de seu país sobre Bento XVI e instou ao papa Joseph Ratzinger a "deixar claro" que o Vaticano não tolera a negação do Holocausto."O Vaticano tem que deixar definitivamente claro que não se permite o negacionismo",a firmou Merkel, para quem até o momento não houve uma 'explicação suficiente'. Mais contundente, o bispo suiço Hans Kung pediu que Bento XVI renuncie. 

O bispo Richard Williamson, negou o holocausto0 numa entrevista para a TV sueca e disse que, durante o nazismo, foram mortos apenas 300 mil judeus e não 6 milhões. 

A negação ou relativização do holocausto constitui na Alemanha e outros países um delito e é interpretado como uma forma de instigação ao ódio racial. 

Nos últimos dias, mais de 50 teólogos católicos alemães criticaram a decisão do Bento XVI de reabilitar Williamson e expressaram o temor de que se está dando um giro radical na história da Igreja. 

Mais contundente foi o pronunciamento do teólogo heterodoxo suiço Hans Küng, que pediu a renúncia de Joseph Ratzinger depois do escândalo. Para Küng, a reabilitação de Williamson é mais um desacerto na cadeia de erros com que o papa tem colocado novos obstáculos ao diálogo entre as igrejas cristãs e ao diálogo do cristianismo com utras religiões.
 

 Veja mais em http://www.publico.es/internacional/197055/merkel


Exame de ordem tem reprovação histórica 

De cada cem bacharéis gaúchos que prestaram o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em janeiro, 83 foram reprovados. O resultado, divulgado na semana passada, registrou um marco histórico e colocou em xeque o ensino jurídico do Rio Grande do Sul. A segunda etapa está marcada para o dia 1º de março em todo o país. E poderá derrubar ainda mais candidatos à carreira de advogado.

 O listão do exame da OAB foi publicado na quinta-feira com apenas 822 nomes. Estavam presentes para responder a cem questões objetivas 4.922 egressos de cursos de Direito do Estado que, depois de cinco anos de estudos, desejam atuar na advocacia. Mas o resultado (16,7% de aprovação) confirmou uma estatística que vem derrubando a imagem do Rio Grande do Sul no ensino jurídico desde o início do ano passado, quando os bacharéis gaúchos passaram a ser submetidos ao exame unificado, elaborado pela OAB nacional. Até 2007, a prova era elaborada pelo órgão regional e apresentava índices de aprovação entre 35% e 40%.

 – Estamos na etapa de recursos, mas o percentual de aprovação coloca todo o ensino jurídico do Estado em alerta. Tenho feito debates e encontros, tentando mostrar que as faculdades devem se preocupar com o exame – diz Carlos Alberto Oliveira, presidente da comissão de Exame de Ordem da OAB no Rio Grande do Sul.

 Nordeste desponta no ranking

 Ao serem comparados com estudantes de quase todo o país (São Paulo e Minas Gerais ainda não aderiram), o Rio Grande do Sul também amarga as últimas colocações. O Nordeste desponta no ranking. Sergipe é o Estado que aparece em primeiro lugar nos dois últimos exames. A explicação de especialistas é a quantidade de cursos naquele Estado formando bacharéis – apenas dois, um federal e um privado – enquanto no Rio Grande do Sul, 34 instituições oferecem mais de 70 graduações.

 A proliferação de cursos é apontada como a principal causa do mau desempenho no país. Mas, nesta edição do exame, nem mesmo Sergipe obteve bons resultados.

 – Foi o pior desempenho dos últimos 10 anos de exame unificado no país. O maior índice nessa primeira fase foi o do Piauí, com 33%, seguido de Sergipe, com 30%. É uma catástrofe – diz o advogado Dilson José de Oliveira Lima, coordenador do Exame da OAB no país.

 Com a unificação da prova, a OAB passou a ter peso na avaliação do Ministério da Educação (MEC). Há uma espécie de acordo entre os órgãos para a autorização e revalidação de cursos. Com isso, os estudantes ganham mais um indicativo para escolher os melhores cursos, além do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), do MEC. O ranking por curso passou a ser divulgado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), co-responsável pela elaboração e aplicação do exame em todo o país.

 – Estamos trabalhando com o MEC para melhorar o ensino. São Paulo deve entrar em breve e tornará o exame mais abrangente. Hoje, há uma preocupação maior com a mensalidade do que formar bons bacharéis – destaca Dilson.

 Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2392078.xml&template=3898.dwt&edition=11637&section=1043